Conteudo do Curso

A Estética Vascular Campos de Atuação e Justificativas

# Titulo Conteudo
1 Flebologia Estética Em 1813, na Itália, Monteggia sugeriu o uso de álcool absoluto para esclerosar vasos e depois Leroy D´Etioles, em 1835, escreveu à Academia de Ciências da França propondo o mesmo álcool absoluto, com a intenção de tratar aneurismas arteriais por esclerose, mas a técnica foi logo abandonada. Em 1849, o cirurgião francês C. Pravaz, em Lyon, inventou a seringa e a agulha e as utilizou para introduzir uma substância esclerosante, o percloreto de ferro, em um aneurisma arterial. A descoberta da seringa e da agulha foi o início da moderna escleroterapia. Ainda em Lyon, mais precisamente em 1853, no hospital “l’Hotel-Dieu”, que tinha disponível apenas uma seringa, recentemente apresentada, Valette em um dia de julho, Petrequin no dia seguinte e Desgranges três dias depois, estenderam a técnica de Pravaz, ao tratamento das varizes, utilizando o mesmo percloreto de ferro. A escleroterapia passou a ter um longo e grande desenvolvimento, às vezes tendo a cirurgia como rival, e depois como aliada, mas nunca mais foi abandonada. Podemos considerar o tratamento das telangiectasias por meios químicos (esclerosantes), por meios físicos(eletroterapia, Laser e luz intensa pulsada), por meio físico – químico (crioescleroterapia) e combinados (associação de métodos). No início a escleroterapia era praticada por clínicos como uma alternativa à cirurgia. Posteriormente, passou a ser utilizada como um complemento à cirurgia e para tratamento das telangiectasias, embora, continue sendo utilizada para tratamento de vasos de grande calibre por algumas escolas, principalmente européias e que agora nos influencia novamente Muitos são dignos de citação na verdadeira epopéia histórica da escleroterapia, no mundo . E o Brasil , a partir do conhecimento europeu, passou a dar sua contribuição. Por causa da longa história, podemos encontrar no passado um grande número de médicos com espírito criativo que merecem ser lembrados, em qualquer estudo sobre este tema. E mesmo no Século XXI colegas de todas as partes do Brasil, continuam dando suas contribuições, muitas vezes a partir de suas clínicas privadas, para manter a Flebologia Brasileira, principalmente em sua vertente estética como a mais reconhecida do mundo. Mas a integração da Escleroterapia, ou Flebologia Estética como alguns chamam no currículo da Angiologia e Cirurgia Vascular, é prática que deve continuar a ser desenvolvida e mesmo defendida por nós. As tecnologias desenvolvidas no Século XX e tornadas mais acessíveis no século XXI ampliaram a área de atuação dos cirurgiões vasculares permitindo que possamos ser úteis a nossos pacientes em várias outras afecções que envolvem os vasos. Podemos citar o Endolaser, o LASER transdérmico, a toxina botulínica para hiperhidrose e materiais de preenchimento que podem ajudar no tratamento das veias aparentes por envelhecimento das mãos.
2 Hiperhidrose e Toxina Botulínica A Hiperhidrose classicamente foi cuidada pelo cirurgião vascular que dominava a técnica da Simpatectomia Convencional transformada na técnica Videoendoscópica , que hoje divide com o Cirurgião Torácico. Já o tratamento com a Toxina Botulínica foi praticado por poucos Cirurgiões Vasculares , embora os primeiro trabalhos apresentados em Congresso e publicados no Brasil sobre uso da Toxina Botulínica em Hiperidrose tenham sido realizados no âmbito da SBACV. Estas foram não só as primeiras comunicações no Brasil, mas estão entre as 5 primeiras no mundo: Francischelli, M.N. , Francischelli, R. , Junqueira, L.R. Terapia com Toxina Botulínica para Hiperhidrose Palmar e Axilar. Cir. Vasc Angiol 15(3) ; 77, 1999 Suplemento Francischelli, M.N. , Francischelli, R. , Tratamento com Toxina Botulínica para Hiperhidrose Palmar e Axilar. Cir Vasc Angiol16(2) Abril de 2000, p 45-54. A técnica foi pouco divulgada entre nós e passou despercebida em um momento de grande desenvolvimento da Simpatectomia Videoendoscópica. Poucos Cirurgiões Vasculares praticaram a técnica, apesar do pioneirismo da SBACV. A Técnica de Multipontos e a Síndrome do Gatilho, aspectos do tratamento da hiperhidrose com a toxina botulínica também foram pioneiramente apresentados na SBACV, mas exatamente por não haver o setor de estética vascular bem desenvolvido, teve pouca repercussão, e o conhecimento e as técnicas acabaram sendo amplamente assumidas por outras áreas. O tratamento da Hiperhidrose, seja pela cirurgia clássica ou pela opção da Toxina Botulínica pode e deve continuar sendo realizado pelo cirurgião vascular. A maior divulgação das técnicas não cirúrgicas é necessária.
3 LASER e a Luz Intensa Pulsada O LASER em cirurgia vascular , desde seu início foi praticado por cirurgiões vasculares no Brasil, mas o alto custo dos equipamentos impediram sua utilização por grande número de colegas. Hoje, a multiplicidade de usos e a possibilidade de aluguel facilitaram o acesso ao equipamento que deve ser mais bem conhecido . Pode ser aplicado em Telangiectasias de face, Telangiectasias do tronco, complementarmente em Telangiectasias de MMII, em Rosácea, em Hiperpigmentações Férricas, em Hemangiomas, em Nevos Vasculares . O EVLT vem sendo utilizado mais amplamente em nosso meio. A conhecida ação do LASER e Luz Pulsada em vasos e no cromóforo Hemoglobina justifica a técnica estar entre as práticas rotineiras do Angiologista/Cirurgião Vascular. vem encontrando cada vez mais indicações nos tratamentos, das telangiectasias e microvarizes além da hiperpigmentação férrica pós tratamentos vasculares, nas telangiectasias pré-hemorrágicas , e outras indicações .
4 Tratamento dos aspectos do fotoenvelhecimento da pele associados a manifestações vasculares. O fotoenvelhecimento da pele facial e do corpo, nas área expostas à ação da luz causa alterações onde as pigmentações mas também as telangiectasias tem papel presença preponderante. Os métodos de LASER e LIP são eficentes no tratamento dessas manifestações.
5 Telangiectasias de Face e outras regiões Tem fisiopatologia diferente da Doença Venosa Crônica, estando mais ligada ao Fotoenvelhecimento da pele e a ação das comunicações arteriovenosas e arteriolovenular. Pela presença das comunicações a Escleroterapia é tratamento de risco , o LASER e a Eletroterapia apresentam melhores resultados. A sua associação a outras afecções da pele como a Rosácea e o Fotoenvelhecimento tornam este tipo de telangiectasia uma entidade a ser melhor conhecida. O Cirurgião Vascular pela sua formação pode trazer contribuições ao seu tratamento e esclarecer melhor sua origem. Telangiectasias de outras regiões do corpo, como o colo, o pescoço , o dorso e o tórax podem se beneficiar do tratamento a LASER. O Fotoenvelhecimento e a Poiquilodemia de Civatte tem o aparecimento de vasos como parte importante do quadro clínico, e a Luz Intensa Pulsada pode ser muito benéfica.
6 A Seringa de Pravaz Desde o desenvolvimento da Seringa de Pravaz , novas tecnologias se colocaram a disposição de estética vascular ! O LASER encontrou uma posição importante no arsenal do Cirurgião Vascular no Sec. XXI ! Algumas afecções que são abordadas pela Estética Vascular Manifestações estéticas da Doença Venosa Crônica - Seu controle com a escleroterapia , com a cirurgia e o LASER Transdérmico e Endovenoso. A Manutenção dos resultados Vasos Faciais pequenos Vasos Faciais de maior calibre Telangiectasias Vermelhas Difusas Faciais Vermelhidão facial Rush eritematoso Manifestações Vasculares da Rosácea Telangiectasias MMII Telangiectasias de Pés Telangiectasias Pré-hemorrágicas Microvarizes Varizes estéticas Hiperhidrose e toxina botulínica Spiders faciais e corporais por microfístulas AV Poiquilodermia de Civatte – vasos do colo e pescoço Vasos de Nariz Vasos Corporais Vasos Corporais pós cirurgia plástica Nevos Rubi Manchas Vinho do Porto Lagos Venosos Envelhecimento das mãos – veias aparentes Preenchimento de dorso das mãos para envelhecimento e veias aparentes Envelhecimento Facial – vasos Manchas Senis associadas a veias de mãos Manchas pigmentadas associadas a vasos em face, colo e mãos. Pigmentação férrica pós-escleroterapia Pigmentação Férrica pós cirurgia de varizes Pigmentação Férrica pós Endolaser Pigmentação Férrica pós radiofrequência Pigmentação Férrica pós escleroterapia de grandes vasos Pigmentação Férrica por doença venosa Endolaser Alterações linfáticas na Lipodistrofia Ginóide